E-commerce e estratégias de comunicação podem aquecer setor de cuidados pessoais para homens

E-commerce e estratégias de comunicação podem aquecer setor de cuidados pessoais para homens

Nos últimos anos, o Brasil registrou mudanças positivas e significativas no setor de cuidados pessoais para homens, mas este cenário ganhou um novo contexto com a pandemia, já que o público masculino tem adotado um estilo de vida com menor consumo de produtos. Contudo, isso não significa, necessariamente, um comportamento permanente. Para mapear oportunidades para formuladores e empresas, a in-cosmetics  Connect conversou com as especialistas da Factor-Kline, Ana Maria Yamakami, que atua como Consultora, e Juliana Bondança, Gerente de Projetos em Personal Care, Químicos e Materiais.

De acordo com Ana Maria, dois aspectos marcam o impacto neste segmento de maneira mais contundente. A consideração como categoria de luxo, não essencial, e a diminuição do poder de consumo. Para a Consultora, é preciso, antes de mais nada, que as marcas entendam os novos comportamentos do público-alvo para pensar em estratégias que despertem a atenção.

“Antes da COVID-19, o setor de personal care voltado para homens já apresentava o uso de ingredientes inovadores, como matérias-primas de origem orgânica, mas os preços ainda estavam elevados. Além disso, este público já tinha um grau de autonomia maior em relação ao feminino no que se refere a procedimentos de beleza e a pandemia só favoreceu o movimento do faça você mesmo. Como exemplo, temos o aumento do número de pesquisas por máquinas de cortar cabelo. Considerando estes pontos, as indústrias cosméticas têm o desafio de conversar melhor com este público e oferecer preços mais acessíveis”, explica.

Já a recuperação do poder de compra do consumidor pode não acontecer em um futuro tão próximo, o que, segundo Juliana Bondança, reforça a importância de marcas usarem de maneira assertiva as ferramentas digitais para que fiquem mais próximas dos consumidores.

“Atualmente, o e-commerce já é um caminho forçado pelo fechamento do varejo e como o consumidor tem passado a fazer menos compras destes produtos orientados por fatores sensoriais, como o olfato, é tendência que sejam levados, cada vez mais, pelo posicionamento das empresas, marketing e benefícios de fidelização. O momento é de aumento de relevância do omnichannel”, comenta.

Ainda de acordo com a especialista, também é importante que as empresas trabalhem a segurança, mostrando para o público como priorizam a questão. “A higiene e a confiança de que a marca está entregando produtos e serviços que preservam a saúde, são vitais. As empresas também ganham pontos com o público quando se solidarizam com a integridade de todos os envolvidos no trabalho”, afirma.

A consultora Ana Maria complementa indicando que, apesar de desafiador para o nicho, o momento pode ser uma oportunidade de inovar o formato de primeiro contato com o público-alvo, o que pode gerar o crescimento do setor. “O e-commerce permite uma flexibilização no modelo de compra e pode tornar a venda mais amigável, já que tabus ainda permeiam este universo. Ainda existem barreiras de misoginia e estereótipos de gênero culturais que afastam os homens do consumo de produtos de beleza e cuidados pessoais, cenário que tem a chance de ser mudado”, diz.

Mais inovação?

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